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  1. Canadá

Canadá perde espaço no ouro brasileiro em 2026

A fatia canadense nas compras de ouro bruto do Brasil recuou de 53,1% para 42,2% no acumulado até maio de 2026, mas segue líder isolada no ranking.

Por··4min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Participação do Canadá no ouro exportado pelo Brasil caiu de 53,1% para 42,2% no acumulado até maio de 2026
  • •Volume embarcado pro Canadá somou US$ 347,9 milhões no período
  • •Canadá segue como maior comprador isolado, mas com menos folga sobre concorrentes
  • •Movimento é compatível com diversificação de hubs de refino, não com ruptura comercial

O Canadá segue como o principal comprador do ouro bruto brasileiro, mas está comprando uma fatia menor do bolo. No acumulado de 2026 até maio, a participação canadense nas exportações do metal caiu de 53,1% para 42,2%, segundo o painel do MDIC ComexStat (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). O volume embarcado somou US$ 347,9 milhões no período — número relevante, mas que já não sustenta o quase-monopólio que o país norte-americano tinha um ano atrás.

Participação de mercado
Participação de mercadoParticipação de mercado de 53,12% para 42,25%.+53,1%

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais.

Os dados por trás da matéria

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Exportação BRSH4 7108 · Ouro (incluído o ouro platinado), em formas brutas ou semimanufacturadas, ou em pó
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Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 7108 (2026)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 7108 (2026)

Tópicos

CanadáExportaçõesMarket ShareOutras manufaturas
Antes+42,2%Agora

Quem se mexeu

A leitura mais direta do número é concentração de risco em queda. Quando um único parceiro responde por mais da metade das vendas de um produto, qualquer solavanco na relação bilateral — sanção, mudança de tarifa, disputa regulatória — vira um problema estrutural para o exportador brasileiro. Um ano atrás, o Canadá estava perto desse patamar. Hoje, com 42,2%, ainda concentra a maior fatia isolada, só que com menos folga.

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O ouro brasileiro não tem um único destino natural como a soja tem a China. É um produto que circula por centros de refino e negociação — Canadá, Suíça, Emirados Árabes, Reino Unido aparecem historicamente entre os principais compradores, competindo por volume conforme a logística e o preço internacional do metal favorecem um ou outro hub. A queda de participação canadense é compatível com essa dinâmica: não necessariamente um comprador saiu, mas o total exportado se distribuiu por mais portas de entrada.

O que isso muda na prática

Para quem exporta ouro em forma bruta ou semimanufaturada, a diversificação de compradores tende a ser boa notícia — reduz a dependência de um único elo da cadeia de refino internacional e dá mais poder de barganha na hora de negociar prêmio sobre a cotação de referência. Na prática, significa also mais opções de rota logística e menos exposição a uma eventual mudança de política comercial canadense específica para metais preciosos.

Do lado operacional, o produto já viaja por vias aéreas e marítimas de alto valor agregado, com seguro e rastreabilidade reforçados — não é como negociar grãos a granel. Uma queda de participação de 11 pontos percentuais em um ano não costuma refletir ruptura logística; é mais provável que reflita apenas o crescimento proporcional de outros destinos.

O que monitorar daqui pra frente

Vale acompanhar se a diluição de mercado continua nos próximos meses ou se o Canadá recupera fatia — o quadro de maio pode não ser o fechamento do ano. Também importa observar se os NCMs (Nomenclatura Comum do Mercosul, código de classificação de mercadorias) vizinhos do ouro, como joias e artefatos do metal, seguem o mesmo padrão de dispersão geográfica, o que confirmaria um movimento mais amplo de diversificação de compradores.

Implicações pra você
Pra exportadores
  • Reavaliar a concentração de carteira de clientes no ouro e considerar abrir conta em pelo menos mais um hub de refino além do canadense
  • Acompanhar o [painel de exportações de ouro](/pt-BR/panel?codes=7108&flow=exp) mês a mês para captar se a queda de participação persiste
Pra importadores
  • Monitorar se compradores emergentes fora do Canadá estão pagando prêmio mais alto, o que pode sinalizar disputa por volume
  • Verificar prazos de entrega revisados caso a logística se redistribua entre mais portos de saída
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Redação Kyrodata
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Destaque
O Canadá segue líder no ouro brasileiro, mas perdeu 11 pontos percentuais de participação em um ano — sinal de que outros compradores estão entrando na disputa.

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