KyrodataKyrodata
PainelNotíciasPlanos

Pronto para começar?

Crie sua conta em um minuto, ou fale com a gente para desenhar um pacote sob medida para a sua empresa.

Falar com vendas

Veja o que você vai pagar

Preço fechado por assinatura, sem taxa escondida e sem fidelidade.

Ver preços

Veja o painel funcionando

Importação e exportação no dado real, com filtro e gráfico, em dois minutos.

Abrir o painel

Comece a usar

  • Painel
  • Custos
  • Diagnóstico
  • Planos

Acompanhe o mercado

  • Notícias
  • Redação
  • Exportações
  • Importações
  • Mercados

A gente te ajuda

  • Sobre
  • SAC
  • Falar com vendas
  • Desenvolvedores
  • Status
KyrodataKyrodata
  • Termos
  • Privacidade
  • Reembolso
© 2026 Kyrodata. Todos os direitos reservados.
Kyrodata · CNPJ 66.455.947/0001-03
Rua Professor Ciridião Buarque, 75 — Vila Anglo Brasileira, São Paulo/SP, CEP 05028-000 · [email protected]
  1. Química

Lixívias suecas: importação brasileira cresce 8 vezes desde 2023

Importação de lixívias residuais da Suécia subiu de US$ 140 mil em 2023 para US$ 1,3 milhão em 2025, acumulando crescimento de mais de 8 vezes.

Por··3min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Importação brasileira de lixívias residuais da Suécia cresceu mais de 8 vezes entre 2023 e 2025
  • •Maior salto ocorreu em 2024, com alta de cerca de 6 vezes em relação ao ano anterior
  • •Em 2025 o crescimento desacelerou para +32,7%, padrão de normalização pós-adoção
  • •Lignossulfonatos têm uso em construção civil, mineração e agroindústria
  • •Exposição cambial BRL/USD é risco relevante dado o crescimento do valor importado

Lixívias suecas: importação brasileira cresce mais de 8 vezes desde 2023

Valor exportado (FOB) 2023–2025
Valor exportado (FOB) 2023–2025Linha do tempo do valor exportado (FOB) de 2023 a 2025 ↑.US$ 1,32mi202320242025

O Brasil triplicou a aposta nas lixívias residuais de pasta de celulose originárias da Suécia. Em 2023, o país desembolsou US$ 140.661 para importar o produto — um valor modesto que, dois anos depois, já não reflete mais a realidade. Em 2025, a fatura chegou a US$ 1.319.068, um crescimento composto de mais de 8 vezes no período.

A trajetória merece atenção pela velocidade com que se construiu. O salto mais expressivo ocorreu entre 2023 e 2024, quando o volume financeiro passou de US$ 140 mil para US$ 993 mil — alta de cerca de 6 vezes em um único exercício. Em 2025, o ritmo desacelerou para +32,7%, mas a base já era significativamente maior. O crescimento acumulado desde 2023 consolida uma das trajetórias mais consistentes do segmento de subprodutos de celulose no comércio bilateral Brasil-Suécia.

O produto e seu papel na cadeia industrial

As lixívias residuais — classificadas sob o SH4 3804 e que incluem lignossulfonatos — são subprodutos do processo Kraft de fabricação de pasta de celulose. No mercado global, esses derivados têm aplicação ampla: aditivos para concreto e argamassa, dispersantes industriais, ligantes em pelotização de minérios e componentes em formulações agroquímicas. Para o Brasil, país com cadeia de mineração e agroindústria robustas, o interesse por fornecedores suecos — reconhecidos pela consistência técnica de seus processos de polpa — faz sentido dentro de uma lógica de diversificação de insumos especializados.

Leia também

  • Coreia do Sul vira 1º em chip importado pelo Brasil em 2026

A Suécia figura entre os maiores produtores mundiais de celulose de fibra longa, e seus resíduos de processo têm padrão de pureza e especificação técnica valorizados por compradores industriais exigentes. O aumento das compras brasileiras a partir de 2024 coincide com um período de expansão da demanda por aditivos de construção civil no país, impulsionada por programas habitacionais e obras de infraestrutura.

Dois anos, curva quase vertical

O pico de crescimento em 2024 — cerca de 6 vezes em relação ao ano anterior — indica que houve um evento de adoção: um ou mais compradores brasileiros testaram o produto, aprovaram as especificações e escalaram os volumes de forma expressiva. Em 2025, o crescimento moderou para +32,7%, padrão compatível com o que os economistas chamam de fase de normalização: a curva de adoção já passou do inflection point, mas o produto segue ganhando espaço.

A diferença entre os dois ciclos é relevante para quem toma decisões de compra. Na fase de adoção acelerada, preços e condições de fornecimento tendem a ser mais flexíveis — o fornecedor sueco tinha interesse em conquistar o cliente. Na fase de normalização, a relação se estabiliza, e os termos contratuais tendem a se consolidar. Importadores brasileiros que ainda não fecharam contratos plurianuais com fornecedores suecos estão operando em janela de oportunidade estreitando-se.

Câmbio e custo de propriedade

Um fator que permeia toda essa trajetória é o câmbio. O real depreciou de forma relevante frente ao dólar ao longo de 2024 e 2025, encarecendo importações denominadas em USD. O fato de o volume financeiro ter crescido a essa magnitude mesmo com pressão cambial sugere que a demanda pelo insumo é inelástica — o produto entra em formulações onde não há substituto doméstico de especificação equivalente, ou o substituto seria mais caro. Isso também implica risco: se a paridade USD/BRL piorar, o custo do insumo importado vai direto para a margem do comprador.

Perspectiva para 2026

O acumulado de janeiro a abril de 2026 ainda não está disponível nesta edição, mas o padrão de crescimento sustentado ao longo de dois anos sugere que a demanda permanece ativa. A Suécia consolidou posição como fornecedor relevante de um insumo que, até 2022, mal aparecia nas estatísticas bilaterais. O movimento reflete tanto a especialização da indústria sueca quanto o amadurecimento da cadeia industrial brasileira que consome esses derivados.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Análise gerada a partir de modelos próprios sobre dados públicos de comércio exterior. Não constitui recomendação de investimento.

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Importação BRSH4 3804 · Lixívias residuais da fabricação de pasta de celulose, incluídos os lignossulfonatos
Abrir no painel

Compartilhe este artigo

微QQ

Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 3804 (2025)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 3804 (2025)
  • ·BACEN — Cotações PTAX históricas (2025)

Tópicos

QuímicaImportaçõesSuéciaTendência
Início
Notícias
Redação Kyrodata

Coreia do Sul vira 1º em chip importado pelo Brasil em 2026

  • Importação de cacau em pó da Holanda dispara 84 vezes

    Importação de cacau em pó da Holanda dispara 84 vezes

  • Importação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026

    Importação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026

  • Implicações pra você
    Pra exportadores
    • Empresas brasileiras que produzem derivados de celulose ou lignossulfonatos locais devem mapear quanto da demanda doméstica está migrando para importação sueca e avaliar competitividade técnica e de preço frente a essa fonte.
    • Se houver capacidade ociosa em plantas nacionais de celulose, prospectar acordos de fornecimento com os mesmos segmentos que passaram a comprar da Suécia representa oportunidade concreta.
    Pra importadores
    • Avaliar a viabilidade de contratos de médio prazo (12-24 meses) com fornecedores suecos enquanto o produto ainda está na fase de normalização — condições de prazo e preço tendem a endurecer conforme a demanda brasileira se torna previsível para o exportador.
    • Monitorar a exposição cambial BRL/USD: um insumo que triplicou em valor em dois anos representa linha de custo relevante; hedge cambial ou cláusula de reajuste cambial nos contratos reduz exposição a surpresas na margem.

    Mais lidas

    1. 1

      Importação de cacau em pó da Holanda dispara 84 vezes

      Agronegócio
    2. 2

      Petróleo brasileiro à Madeira atinge recorde em 2026

      Exportações
    3. 3

      Coreia do Sul vira 1º em chip importado pelo Brasil em 2026

      Eletrônicos
    4. 4

      Importação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026

      Automotivo
    5. 5

      Marrocos já fornece a metade do fertilizante fosfatado do Brasil

      Química