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  1. Agronegócio

Óleos vegetais ao Chile sobem 7 vezes desde 2023

Exportações de óleos vegetais do Brasil ao Chile avançaram de US$ 175 mil em 2023 para US$ 1,1 mi em 2025, alta composta de 553% no período.

Por··2min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Exportações de óleos vegetais ao Chile somaram US$ 1,1 mi em 2025, alta composta de 553% desde 2023
  • •Crescimento consecutivo em 2023, 2024 e 2025 sinaliza demanda estrutural, não episódica
  • •Alta de 210% em 2024 seguida de 111% em 2025 indica desaceleração controlada sobre base alta
  • •Câmbio favorável e acesso via Mercosul ampliam competitividade dos produtos brasileiros no Chile

A escalada em três anos

Valor exportado (FOB) 2023–2025
Valor exportado (FOB) 2023–2025Linha do tempo do valor exportado (FOB) de 2023 a 2025 ↑.US$ 1,14mi202320242025

A exportação brasileira de óleos e gorduras vegetais para o Chile — grupo que inclui óleo de jojoba, frações de palma e gorduras fixas refinadas — registrou US$ 175.120 em 2023. O número parecia modesto. Dois anos depois, o mesmo fluxo chegou a US$ 1.143.956, alta composta de 553% no período.

A progressão é linear e consistente. Em 2024, a receita mais que triplicou em relação ao ano anterior: alta de 210%, para US$ 542.949. Em 2025, o ritmo desacelerou, mas ainda foi expressivo — mais 111% sobre a base já elevada de 2024. Três anos, três altas consecutivas, cada uma sobre um patamar maior que o anterior.

O que explica o movimento

O Chile tem um dos mercados mais abertos da América Latina. O acesso bilateral no âmbito do Mercosul reduz fricção tarifária sobre insumos agrícolas brasileiros. À medida que a indústria alimentícia e de cuidado pessoal chilena expandiu operações nos últimos anos, a demanda por óleos vegetais especializados — além do óleo de soja convencional — cresceu junto.

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Óleos funcionais para confeitaria, jojoba para cosmética e frações de palma para processamento de alimentos são categorias onde fornecedores brasileiros construíram reconhecimento de qualidade. O câmbio contribuiu: a desvalorização do real frente ao dólar durante esse período tornou os produtos nacionais competitivos em preço frente a alternativas da Ásia e da Europa.

Contexto setorial

O SH4 1515 é uma categoria ampla. Reúne desde óleos de linhaça e tung até frações de palma e o jojoba — usado em cosméticos e formulações industriais. A diversidade do grupo significa que diferentes segmentos podem ter movimentos distintos dentro de um mesmo agregado. A trajetória ao Chile sugere que ao menos um ou dois produtos encontraram demanda firme e recorrente, não compras episódicas.

No cenário global de óleos vegetais, a concentração de oferta em poucas origens tem levado compradores a diversificar fornecedores desde o ciclo de restrições ao óleo de palma indonésio em 2022. O Brasil, como um dos maiores produtores regionais de óleos especiais, se beneficiou desse movimento de diversificação. O Chile, como importador líquido de alimentos industrializados, amplificou essa demanda localmente.

Volume ainda pequeno, mas sinal claro

Com US$ 1,1 mi em 2025, o fluxo para o Chile ainda representa uma fração do total exportado pelo Brasil nessa categoria. Mas a dinâmica importa mais do que o tamanho absoluto: três altas consecutivas com aceleração desde uma base baixa sugerem que o mercado chileno está sendo descoberto, não apenas acessado de forma pontual.

Para empresas que trabalham com óleos especializados — palma fracionada, óleos funcionais, gorduras para confeitaria —, o Chile pode estar abrindo uma janela de demanda sustentável. O terceiro ano consecutivo de alta reforça que não é coincidência. Quando um parceiro comercial exibe esse padrão, significa normalmente que um canal de distribuição foi estabelecido e está escalando.

As perspectivas para 2026 dependem da manutenção da competitividade cambial e da continuidade dos ciclos de compra da indústria chilena. Os dados acumulados até abril apontam para mais um ano positivo dentro dessa banda.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Exportação BRSH4 1515 · Outras gorduras e óleos vegetais (incluído o óleo de jojoba) e respectivas fracções, fixos, mesmo refinados, mas não quimicamente modificados
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Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 1515 (2025)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 1515 (2025)
  • ·ABIOVE — Estatísticas do Complexo Soja (2025)
  • ·BACEN — Cotações PTAX históricas (2025)

Tópicos

AgronegócioChileExportaçõesTendência
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Redação Kyrodata
Implicações pra você
Pra exportadores
  • mapear quais NCMs dentro do 1515 puxaram o crescimento ao Chile — concentração em palma fracionada ou jojoba muda o posicionamento de prospecção. Priorizar contato com distribuidores locais de ingredientes para alimentos e cosméticos antes do próximo ciclo de compras (tipicamente Q3 no Chile).
Pra importadores
  • verificar se fornecedores brasileiros de óleos especiais já estão na lista de homologados. A janela cambial favorável ao importador que paga em BRL está se estreitando — antecipar pedidos pode travar preço melhor antes de eventual reversão do câmbio.

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