KyrodataKyrodata
PainelNotíciasPlanos

Pronto para começar?

Crie sua conta em um minuto, ou fale com a gente para desenhar um pacote sob medida para a sua empresa.

Falar com vendas

Veja o que você vai pagar

Preço fechado por assinatura, sem taxa escondida e sem fidelidade.

Ver preços

Veja o painel funcionando

Importação e exportação no dado real, com filtro e gráfico, em dois minutos.

Abrir o painel

Comece a usar

  • Painel
  • Custos
  • Diagnóstico
  • Planos

Acompanhe o mercado

  • Notícias
  • Redação
  • Exportações
  • Importações
  • Mercados

A gente te ajuda

  • Sobre
  • SAC
  • Falar com vendas
  • Desenvolvedores
  • Status
KyrodataKyrodata
  • Termos
  • Privacidade
  • Reembolso
© 2026 Kyrodata. Todos os direitos reservados.
Kyrodata · CNPJ 66.455.947/0001-03
Rua Professor Ciridião Buarque, 75 — Vila Anglo Brasileira, São Paulo/SP, CEP 05028-000 · [email protected]
  1. Agronegócio

Sementes oleaginosas: China passa do 68º ao topo

Em 2025, a China saltou da posição 68 para a primeira nas exportações brasileiras de sementes oleaginosas SH4 1207, somando US$ 195 mi e 32% de share.

Por··4min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •China saltou do #68 para o #1 nas exportações brasileiras de sementes oleaginosas (SH4 1207) em 2025
  • •FOB cresceu de US$ 30 para US$ 195 mi — variação de mais de 7 milhões de vezes
  • •Share atual de 32,4% cria concentração de risco relevante na cadeia exportadora brasileira
  • •Movimento combina demanda chinesa, câmbio favorável e possível redirecionamento de rotas

Um salto de 67 posições

Participação de mercado
Participação de mercadoParticipação de mercado de 0,00% para 32,41%.0,0%Antes+32,4%Agora

Em 2024, a China ocupava o 68º entre os destinos brasileiros de sementes e frutos oleaginosos (SH4 1207). O FOB registrado era de US$ 30 — o equivalente a uma operação de teste ou a um erro de decimal. Em 2025, o mesmo parceiro chegou à 1º com US$ 195.097.232 e uma fatia de 32,4% do total exportado. A variação nominal supera 7 milhões de vezes o valor anterior. Não há precedente recente nessa magnitude, nem para esse capítulo.

Do zero ao terço do mercado

O capítulo 1207 abrange sementes usadas tanto na extração de óleos vegetais quanto em aplicações industriais e alimentares — gergelim, linhaça, colza, cártamo, entre outros. O Brasil já era exportador relevante globalmente, mas a China não aparecia como destino expressivo nesse recorte. O salto de 2025 sinaliza um redirecionamento de fluxo, provavelmente impulsionado por demanda de processamento interno chinês e por vantagens cambiais favoráveis ao exportador brasileiro no período.

Concentração e novo risco

Com 32,4% de share, a China responde sozinha por quase um terço do capítulo. Isso cria um vetor de concentração que não existia dois anos atrás. Para a cadeia produtiva brasileira, a entrada do comprador chinês nessa escala tem dois efeitos simultâneos: sustenta preços no curto prazo e aumenta a dependência de um único parceiro que pode alterar tarifa, cota ou demanda sem aviso. O setor conhece bem esse padrão — a soja trilhou caminho semelhante décadas antes.

O que está por trás do movimento

A hipótese mais plausível combina três fatores. Primeiro, a política de diversificação de fornecedores agrícolas chinesa, acelerada após tensões comerciais com outros exportadores. Segundo, a competitividade cambial: o real depreciado ao longo de 2025 tornou o produto brasileiro mais barato em yuan sem exigir concessão de preço em dólar. Terceiro, um possível deslocamento de rotas — parte do fluxo que passava por intermediários pode ter migrado para contratos diretos com o Brasil como origem declarada.

Volume versus valor unitário

O dado de FOB por si não revela se o salto foi de volume, de preço unitário, ou de ambos. No capítulo 1207, a composição de espécies dentro do lote importa: gergelim e linhaça têm preço por quilo muito acima de colza e girassol. Se a China absorveu variedades de maior valor agregado, o ticket médio pode ter puxado FOB total para cima mesmo com volumes ainda moderados. Essa distinção muda a leitura de margem para o exportador brasileiro.

Comparativo setorial

Outros compradores tradicionais do capítulo — países do Oriente Médio e da Europa — seguem presentes, mas perderam share relativo conforme a China expandiu sua participação. A redistribuição geográfica foi rápida demais para refletir apenas demanda incremental. Parte do crescimento chinês provavelmente deslocou volumes que antes seguiam para outros destinos, o que implica negociação de preços mais intensa entre mercados concorrentes nos próximos meses.

Implicações pra você
Pra exportadores
  • Mapear contratos de gergelim e linhaça com vencimento em 2026 — a concentração de 32% em um único comprador exige cláusula de diversificação mínima ou hedge cambial explícito. Analisar se o preço FOB acordado com a China está alinhado com o que outros destinos pagariam, antes de renovar volume.
Pra importadores
  • Se sua cadeia usa coprodutos de óleos de sementes especiais (farinhas, tortas, óleos brutos), monitorar a disponibilidade doméstica — exportações crescentes para a China podem reduzir oferta local e pressionar custo de insumo. Avaliar estoque estratégico para os próximos dois trimestres.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Exportação BRSH4 1207 · Outras sementes e frutos oleaginosos, mesmo triturados
Abrir no painel

Compartilhe este artigo

微QQ

Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 1207 (2025)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 1207 (2025)
  • ·CONAB — Acompanhamento da Safra Brasileira (2025)
  • ·IBGE — Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (2025)

Tópicos

AgronegócioChinaExportaçõesMarket Share
Início
Notícias
Redação Kyrodata

Mais lidas

  1. 1

    Importação de cacau em pó da Holanda dispara 84 vezes

    Agronegócio
  2. 2

    Petróleo brasileiro à Madeira atinge recorde em 2026

    Exportações
  3. 3

Coreia do Sul vira 1º em chip importado pelo Brasil em 2026

Eletrônicos
  • 4

    Importação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026

    Automotivo
  • 5

    Marrocos já fornece a metade do fertilizante fosfatado do Brasil

    Química