KyrodataKyrodata
PainelNotíciasPlanos

Pronto para começar?

Crie sua conta em um minuto, ou fale com a gente para desenhar um pacote sob medida para a sua empresa.

Falar com vendas

Veja o que você vai pagar

Preço fechado por assinatura, sem taxa escondida e sem fidelidade.

Ver preços

Veja o painel funcionando

Importação e exportação no dado real, com filtro e gráfico, em dois minutos.

Abrir o painel

Comece a usar

  • Painel
  • Custos
  • Diagnóstico
  • Planos

Acompanhe o mercado

  • Notícias
  • Redação
  • Exportações
  • Importações
  • Mercados

A gente te ajuda

  • Sobre
  • SAC
  • Falar com vendas
  • Desenvolvedores
  • Status
KyrodataKyrodata
  • Termos
  • Privacidade
  • Reembolso
© 2026 Kyrodata. Todos os direitos reservados.
Kyrodata · CNPJ 66.455.947/0001-03
Rua Professor Ciridião Buarque, 75 — Vila Anglo Brasileira, São Paulo/SP, CEP 05028-000 · [email protected]
  1. Exportações

Turquia vira destino 1º do gás brasileiro, saindo do zero

A Turquia saltou da 26ª para a 1ª posição no destino do gás natural e hidrocarbonetos gasosos exportados pelo Brasil em 2025, absorvendo 57,6% do total.

Por··4min
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro
Ilustração editorial sobre o capítulo comércio exterior do comércio exterior brasileiro

Resumo

  • •Turquia saiu do #26 (US$ 92 FOB) para #1 (US$ 37,9 mi) em um único ano comercial
  • •Share turco no destino do gás brasileiro passou de 0% para 57,6% no fechamento de 2025
  • •Concentração em único comprador (>50%) representa risco de reversão abrupta em 2026
  • •Porto de Santos é o principal ponto de saída — capacidade logística deve ser mapeada
  • •Câmbio e demanda doméstica de GLP são as duas variáveis a monitorar para manter o volume

A Turquia não estava nem no radar há um ano. Em 2024, o país comprou US$ 92 em gás natural e outros hidrocarbonetos gasosos do Brasil — um valor tão residual que mal aparece nas planilhas do MDIC ComexStat. No fechamento de 2025, esse número havia se transformado em US$ 37,9 milhões, e a Turquia havia se tornado o principal destino dessa categoria, com quase 57,6% do market share total de exportação brasileira.

Participação de mercado
Participação de mercadoParticipação de mercado de 0,00% para 57,59%.0,0%Antes+57,6%Agora

Não é salto. É teleporte.

O placar do ano

Antes de 2025, o Brasil praticamente não exportava gás e hidrocarbonetos gasosos para Ancara. A posição 26º com apenas US$ 92 em FOB era mais sintoma de uma transação pontual do que de uma relação comercial estabelecida. O mercado turco comprava esse insumo de outras origens — majoritariamente da Rússia, do Azerbaijão e do Irã, via gasodutos regionais.

Leia também

  • Turquia dispara ao topo: gás brasileiro domina com 57% de share

    Turquia dispara ao topo: gás brasileiro domina com 57% de share

  • Turquia vai do obscuro ao topo: 57,6% do gás brasileiro em 2026

    Turquia vai do obscuro ao topo: 57,6% do gás brasileiro em 2026

O que mudou foi a escala da demanda turca por gás liquefeito de petróleo (GLP) e outros hidrocarbonetos no mercado spot internacional. Com a diversificação forçada das fontes europeias após 2022, a Turquia se reposicionou como hub regional de gás. O país construiu terminais de regaseificação flutuante no Mar Egeu justamente pra não depender de gasoduto. O Brasil, com capacidade de exportação via terminais de GLP no porto de Santos, emergiu como fornecedor alternativo competitivo nesse novo arranjo.

Impacto operacional

Pra indústria petroquímica brasileira e pra trading companies que operam esse segmento, o dado muda o cálculo de capacidade logística e de precificação de médio prazo. O porto de Santos é o principal ponto de saída de GLP e gás liquefeito no Brasil, com cais especializados operados pela Ultracargo e pela NGL. A demanda turca no nível de 2025 exige contratos de médio prazo com janelas de carregamento definidas — o mercado spot puro não absorve esse volume com regularidade.

A concentração em um único destino — quase 58% do total exportado — também é um sinal de alerta. Se a Turquia renegociar contratos ou diversificar fornecedores novamente, o impacto sobre os volumes brasileiros será imediato. Mercados com share tão concentrado raramente sustentam esse padrão por mais de dois ciclos anuais.

O que monitorar daqui

A tendência imediata depende de dois fatores independentes. Primeiro, o quanto a Turquia consegue repor o GLP via fontes tradicionais (Rússia, Casaquistão) à medida que geopolítica europeia se estabiliza. Segundo, a competitividade do real frente ao dólar: exportação de gás liquefeito é precificada em USD, mas custos de armazenagem, movimentação portuária e mão de obra local são em reais. Quando o câmbio favorece o exportador, os contratos se fecham mais fácil.

O setor petroquímico brasileiro tem capacidade instalada para sustentar o volume de 2025 — mas apenas se os terminais especializados no porto de Santos não encontrarem gargalo logístico com a demanda doméstica crescente de GLP residencial, que ANP monitora mensalmente.

Esta análise é escrita pela Redação Kyrodata a partir de dados oficiais. Ver metodologia →

Os dados por trás da matéria

Explore a série completa no Kyrodata

Exportação BRSH4 2711 · Gás de petróleo e outros hidrocarbonetos gasosos
Abrir no painel

Compartilhe este artigo

微QQ

Fontes

  • ·MDIC ComexStat — capítulo 2711 (2025)
  • ·Kyrodata — dashboard interativo SH4 2711 (2025)
  • ·ANP — Dados Abertos (2025)

Tópicos

ExportaçõesMarket SharePetróleo e gásTurquia
Início
Notícias
Redação Kyrodata
Turquia avança para US$ 38 mi e domina 58% das exportações de gás brasileiro

Turquia avança para US$ 38 mi e domina 58% das exportações de gás brasileiro

Implicações pra você
Pra exportadores
  • Mapear janelas de carregamento no porto de Santos para o 2º semestre antes de fechar contratos spot com a Turquia — a concorrência com demanda doméstica de GLP pode criar escassez de datas.
  • Negociar cláusula de ajuste cambial nos contratos de médio prazo com compradores turcos, dado o histórico de volatilidade BRL/USD nos últimos 18 meses.
Pra importadores
  • Monitorar se a Turquia reativa compras de fornecedores regionais (Azerbaijão, Catar) — uma redução do share brasileiro já em 2026 seria consistente com o ciclo histórico de diversificação turca.

Mais lidas

  1. 1

    Importação de cacau em pó da Holanda dispara 84 vezes

    Agronegócio
  2. 2

    Petróleo brasileiro à Madeira atinge recorde em 2026

    Exportações
  3. 3

    Coreia do Sul vira 1º em chip importado pelo Brasil em 2026

    Eletrônicos
  4. 4

    Importação de carros chineses ao Brasil acelera em 2026

    Automotivo
  5. 5

    Marrocos já fornece a metade do fertilizante fosfatado do Brasil

    Química